O mundo atual da sociedade Filodoxa

Quando nos deparamos com um determinado tema ou assunto de grande complexidade, logo nos vem à mente um sentimento de paradoxo socrático e, consequentemente, a frase célebre e popular de Plantão de que: “só sei que nada sei”.

 

Com efeito, no passado, os Filósofos se dedicavam aos estudos, debruçados em uma disciplina fundamental que buscava questões importantes sobre a existência, o conhecimento, razão entre outros ideais. Um filósofo possui como regra de medida, uma dose sistêmica na abordagem do tema ou problema de forma capaz para examinar e compreender sobre a análise detida considerando a variedade de pontos de vista antes de encerrar uma conclusão. 

 

Em suma o Filósofo, busca compreender o mundo por meio da razão, investigação e diálogo crítico. Com o avanço da tecnologia, os filósofos passaram a ser para alguns, artigo de “perfumaria”, desprezando toda a história e estudo apresentados ao longo do tempo.

 

Vale registrar que a filosofia não só auxilia na compreensão de determinados assuntos/problemas, mas detém papel relevante na sociedade. Dentre os fenômenos, estão o Desenvolvimento do Pensamento Crítico, a Ampliação da Perspectiva, Reflexão sobre Valores e Ética, Estímulo à Criatividade e Inovação e Fomento do Diálogo e Tolerância e Autonomia Intelectual e Empoderamento.

 

A prática filosófica muitas vezes envolve o diálogo aberto e respeitoso entre diferentes pontos de vista. Isso promove a tolerância, o entendimento mútuo e a cooperação em uma sociedade diversificada. Em suma, o estudo filosófico tem a finalidade capacitar os indivíduos a pensar de forma independente e a questionar autoridades e tradições estabelecidas.

 

Isso promove a autonomia intelectual e o empoderamento pessoal, permitindo que as pessoas tomem decisões fundamentadas e assumam responsabilidade por suas vidas. Essas são apenas algumas das vantagens que a filosofia pode oferecer. 

 

Em última análise, ela pode contribuir significativamente para o enriquecimento pessoal, o progresso intelectual e o bem-estar social. Entretanto, na contramão de direção, como dito alhures, alguns “pensadores modernos” após a vinda das redes sociais e dos meios tecnológicos de pesquisa na internet criaram uma “repaginada” aos Filósofos do passado.

 

Esse novo modelo – nefasto, ao meu ver, fez nascer a figura do Filodoxo, ou seja, são pessoas que emitem suas conclusões em relação às percepções da informação captadas de forma superficial, na confiança do seu intuito, de cujo teor, resulta em uma visão estreita ao mundo e ao dogma, por não estar aberto ao diálogo e a possibilidade de reconsideração do ponto de vista primário ou diverso. 

 

O Filodoxo é o indivíduo que se reveste sob o manto da forte crença em suas próprias opiniões, muitas vezes sem uma base sólida ou sem considerar outras perspectivas. Em verdade, é um sujeito, ao revés do verdadeiro filósofo, descompromissado com a busca da verdade objetiva ou com a investigação cuidadosa das questões enfoque.

 

Via de regra, confiam principalmente em suas próprias intuições ou visões superficiais dos assuntos. De acordo com Filodoxo, seu ideal pode ser dogmático em suas crenças e relutante em considerar outras opiniões ou em se engajar em debates intelectuais significativos.

 

Por conclusão podemos citar em resumo a seguinte leitura e diferença entre o Filósofo e o Filodoxo, qual seja: enquanto o filósofo busca compreender o mundo por meio da razão, investigação e diálogo crítico, o filodoxo tende a confiar em suas próprias opiniões sem a mesma rigorosa investigação ou consideração de outras perspectivas. Segundo o festejado Aristóteles: “A esperança é o sonho do homem acordado”. Todavia, a esperança faleceu, segundo pois, ainda que acordados agimos como mortos mentalmente estivéssemos!