Mulheres com seus vínculos afetivos: compreendendo as suas escolhas

Outro dia a questão de um mês atrás estava eu lançando o Livro “As Nossas Escolhas”, e refletindo sobre as escolhas, que fazemos na vida, através do que construímos através de nossas relações afetivas com nossas figuras parentais.

Isso me fez refletir sobre este mês de outubro e as escolhas que mulheres  realizam através de seus relacionamentos e como consequência, acabam por repetir ao longo de suas vidas. Sobre muitos casos que fomos atendendo e por coincidência ou não, algumas destas pacientes acabavam por apresentar casos de câncer.

Muito destes casos, mulheres que adoeceram por câncer apresentavam o vínculo afetivo que mantiveram com suas mães na infância, sentimento de abandono, vínculo afetivo, recursos compensatórios adaptativos e medo. Mais tarde na sua vida adulta são acometidas de câncer e a relação afetiva que mantiveram com as mães na infância, de certa forma, assumiam um papel preponderante, durante a sua vida.

Além do mais, no aparecimento do câncer das mulheres revela sentimentos como medo, rejeição e raiva projetadas nas mães. Percebe-se também, o sofrimento psíquico ocasionado pelas vivências infantis repetidas na vida adulta frente as adversidades em seus relacionamentos.

O comportamento de busca pelo apego persiste até a vida adulta, A primeira relação de uma criança com a mãe é como pedra fundamental sobre a qual se edifica a personalidade, através de suas necessidades básicas emocionais, não atendidas. Neste caso, a principal função da mãe, quando a criança nasce é suprir suas necessidades fisiológicas, principalmente a alimentação indispensável à sobrevivência. A presença materna junto à criança permite que suas necessidades tanto físicas como psicológicas, sejam satisfeitas sem demora. Por necessidades psicológicas entende-se calor, afago, contato físico e proteção (Ferreira, 1986).

Tudo isso nos leva a acreditar que corpo e mente formam uma unidade e dependem um do outro para manter a saúde física e mental. É por isso que investigadores de todo o mundo pesquisam cada vez mais o papel das emoções no desenvolvimento de doenças como o câncer. Emoções desordenadas e estresse podem causar tumores e outras doenças. Embora os critérios de risco para o câncer de mama como genética, dieta, aspectos biológicos e habitat sejam muito bem compreendidos pela medicina, há muitas comprovações sobre a influência das emoções no desenvolvimento da doença.

A psiconeuroimunologia – ciência responsável pelo estudo das relações entre as emoções, o sistema nervoso e as funções orgânicas – vem demonstrando que somos seres integrados, cujos pensamentos e emoções influenciam na química, nos hormônios e no funcionamento do sistema imunológico.

Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Data Popular mostrou que 54% das mulheres, com histórico de câncer de mama, apontaram fatores emocionais como tristeza, mágoa e rancor como causas para a doença. Outros estudos evidenciaram que o surgimento do câncer de mama tem relação com conflitos de morte, divórcio, separação de filhos ou de parentes etc.

O estresse é outro fator muito importante, afeta o desenvolvimento do câncer e piora o processo oncológico. Quando estamos desiquilíbrio emocional, o corpo libera cortisol, hormônio que enfraquece excessivamente o sistema imunológico, o que provoca alterações na estrutura e na composição química do corpo, causando a degradação celular e promovendo o desenvolvimento do câncer.

Nosso psiquismo não está separado do corpo por um momento, estamos sempre conectados ao conteúdo interno e principalmente inconscientes. Algumas doenças, na verdade, indicam que algo não vai bem na relação entre corpo e mente. A doença é um sinal, um aviso de que temos que mudar alguma coisa no roteiro da nossa vida. O primeiro passo é mudar sua atitude perante a vida. Seja mais otimista, siga um estilo de vida saudável, reduza o estresse, encontre o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, saia com amigos, família, viaje, vá ao cinema, encontre atividades de lazer que lhe tragam alegria e acima de tudo, pratique pensamentos positivos em sua vida, no seu cotidiano.

Desta forma, é impossível não associar, por que uma mulher ao longo de sua história escolhe parceiro, cause ressentimentos, mesmo assim, ela acaba por escolher seu próximo parceiro com o mesmo perfil? Já parou para pensar nisto? Por que alguém que vive tão mal, não consegue se desvencilhar de relacionamento que lhe causa tanto mal, ao ponto de lhe causar tanto ressentimento? (Trecho do Livro As Nossas Escolhas).

Parece que nossa “capacidade” de escolha, está muito atrelada as nossas experiências infantis, sim é verdade, onde a nossa formação de personalidade, baseada nas nossas necessidades emocionais vividas e que determina sem sombras de dúvidas, nossas experiências na vida de adulto e muito mais, pode representar a nossa “cura”.

Por isso…

Aprenda a lidar melhor com suas emoções;

Viva a vida de acordo como você gostaria;

Aprenda a dizer não como resposta;

Permita-se expressar as suas emoções sem ressentimento, ou mágoa;

Seja mais flexível;

Busque ajuda para se entender melhor como pessoa e suas escolhas

Escolha VOCÊ!!!

 

 

Odamir Meira Jr. é psicólogo e neuropsicólogo, formado há mais de 20 anos, escritor do livro As Nossas Esolhas., é especialista em TCC e Terapia do Esquema, credenciada pela ISST, ao New Jersey Institute of Schema Therapy, tem forte atuação com pacientes borderline, ansiosos, depressivos, narcisistas e casal. Títulos como destaque do ano e honra ao mérito. Participante de muitos congressos na área de Terapia do Esquemas e Terapias terceira onda, cursos com Paul Salkovski, no tratamento de TOC, com Scott Kellogg, na resolução de problemas, com Jefrey Young, sobre a reparação intensiva na relação terapêutica, com Wendy Behary e Melmet Z. Sangur, na terapia de casais, entre outros.