Brasileiros pretendem gastar mais em 2022

Pesquisas apontam crescimento inclusive das vendas online

Iniciamos o ano com notícias boas. De acordo com a pesquisa ‘Carat Insights Projeções para o Varejo 2022’, realizada pelo Instituto Locomotiva, 1 a cada 4 brasileiros conseguiu economizar em 2021 e pretende gastar mais em 2022. A experiência com o varejo traz como tendência uma maior interatividade e fluxo de compras entre diversas plataformas; 70% dos entrevistados já tiveram, ao menos, uma experiência de compra em diversos canais. Devido à pandemia e ao medo de não saber o futuro, muitas pessoas evitaram gastar, o que dificultou bastante a economia.  Com a melhora do contágio, graças à vacinação e tantas outras medidas, esse sentimento parece mudar. O estudo revelou que 65% dos brasileiros estão otimistas com o rumo que suas vidas devem seguir no novo ano. Além disso, mais da metade (52%) estão otimistas com sua situação financeira para o próximo ano. O dado é ainda mais relevante pelo fato de quase 7 a cada 10 brasileiros (69%) afirmarem que são organizados financeiramente, conhecem bem cada um dos seus gastos e quanto eles representam do orçamento. O levantamento também afirmou que os brasileiros quando questionados sobre a criação de empregos mostraram sentimentos tanto de pessimismo (38% responderam negativamente) e otimismo (39% responderam positivamente).

Outro dado apontado é que a compra por meio do on-line veio para ficar. “A pandemia acelerou a digitalização dos negócios e, agora, com a retomada gradual de interações presenciais, o varejo está se preparando para tornar a experiencia de compra mais fluída, integral e segura”, comenta Roberto Moron, vice-presidente de Inovação da Fiserv para América Latina. O estudo aponta que 66% dos entrevistados já compraram um produto online para retirar em uma loja física e 70% já compraram em uma loja física um produto para receber em casa. Além disso, quase 9 a cada 10 respondentes (88%) acreditam que as lojas físicas e online devem estar cada vez mais integradas. Segurança e condições de pagamento não são questões para não fazer compras, mas as lojas físicas são vistas com vantagem quando os brasileiros olham para a facilidade de troca ou devolução de um produto. Já o comércio online sai na frente quando o assunto é preço, variedade ou disponibilidade de informação.

Os problemas mais enfrentados em compras online mencionados são os atrasos na entrega (65%); problemas para troca ou devolução do produto (36%); e, recebimento de produto errado (28%). A solução mais comum (42%) é cancelar a compra e solicitar o estorno do pagamento, seguida pela troca do produto (33%). A pesquisa ainda aponta que apenas 16% dos entrevistados tiveram algum problema com fraude (cartão clonado, dados vazados, entre outros) em compras online.

Para entender o momento da população, o estudo aponta que o maior sonho de consumo do brasileiro para 2022 ainda é a compra da casa própria e 1 a cada 4 respondentes (24%) sonha em conquistar as chaves do próprio lar; entretanto o segundo desejo de consumo mais citado, por 19% dos entrevistados, é de realizar viagens; e o terceiro, mencionado por 18%, é comprar um carro.

Outra pesquisa também apontou o crescimento do comércio pela internet. Intitulada como “Consumo Online no Brasil”, realizada pela Edelman sob encomenda do PayPal, registrou que 1 em cada 4 brasileiros pretende continuar fazendo compras online diariamente após a pandemia – ou seja, gostaram da experiência e se manterão fiéis ao digital. “Buscamos, neste levantamento, focar em gastos que fazemos com mais recorrência, como pedir comida em casa, chamar um carro por aplicativo, assinar streamings e pagar por games. Ou seja, são compras que estão totalmente integradas à nossa rotina, muito por causa da experiência fluida de tomada de decisão e pagamento”, explica Felipe Facchini, Head Geral de Negócios do PayPal Brasil.

Antes de a crise sanitária começar, em março de 2020, cerca de 35% dos brasileiros faziam compras online diariamente ou semanalmente; já durante os 20 meses de pandemia, esse índice bateu em 57%; e os entrevistados pelo estudo acreditam que esse cenário não deve sofrer alterações no pós-pandemia. Cerca de 55% dos brasileiros dizem que continuarão comprando online quando a vida voltar ao normal – isso significa que passaremos a viver um “normal” diferente do “normal” que conhecíamos.  A pesquisa realizada pela Edelman ainda revelou que a maioria dos brasileiros e das brasileiras compra e paga online sempre que pode (84,5%), e considera essa forma de pagamento fácil (98,3%), gosta da experiência (98,8%), acha que ela permite um maior controle de despesas (89,9%), se considera especialista na arte de comprar via internet (68,2%) e costuma planejar suas compras online (87,6%).

 

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