Você sabia que os idosos sofrem mais com depressão? De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a doença atinge cerca de 13% da população entre os 60 anos e 64 anos de idade. Em linhas gerais, a saúde mental é um aspecto fundamental do bem-estar geral, mas muitas vezes é negligenciada. No caso da população 60+, essa fase da vida é marcada por diversas transformações, tanto físicas quanto emocionais. A aposentadoria, a perda de entes queridos, as limitações físicas e as mudanças na rotina podem gerar sentimentos de solidão, tristeza e ansiedade.
O geriatra da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Dr. Ivan Aprahamian, afirma que alguns tabus relacionados à saúde mental podem prejudicar o diagnóstico da população idosa. Segundo ele, a crença de achar que os idosos ficam esquecidos e tristes com o envelhecimento e a acomodação que a sociedade apresenta com a falta de promoção de diversas atividades sociais e físicas, contribuem para este cenário.
O médico destaca alguns sinais que indicam que a pessoa idosa necessita de ajuda para cuidar da saúde mental, entre eles o isolamento social, a perda de memória, levando a limitações funcionais, como a ato de se alimentar, usar o sanitário e deitar ou levantar da cama, além do surgimento de sintomas delirantes, com prejuízo do julgamento da realidade. “Esses três sinais correspondem à depressão, à demência e a quadros psicóticos, respectivamente”, explica o geriatra.
O especialista reitera a importância da contribuição da família para a prevenção e cuidado dos mais velhos: “Três medidas básicas, ao meu ver, seriam: garantir adequada nutrição balanceada e saudável, promover a prática de atividade física regular e propor um ambiente social rico em contatos e estímulos cognitivos e afetivos”, finaliza.